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desenvolver um aplicativo requer mais que um aplicativo

Muitas empresas querem surfar na onda dos Apps. Como toda moda que se populariza, a procura tem aumentado bastante. Mas nem sempre os empresários entendem os custos envolvidos e acham caro o orçamento.

Fazer um aplicativo não é somente fazer um aplicativo. Na maioria dos casos, os aplicativos precisam estar integrados com um outro sistema, de retaguarda, que detém os dados e o processamento de requisições. O App em si apenas acessa esse backend e atualiza as informações na tela do dispositivo móvel. Geralmente, quando softhouses são procuradas para um projeto de aplicativo, a empresa solicitante não tem o backend. O tempo de chegar até o aplicativo final aumenta. É como se a metade do esforço de construir o edifício estivesse na preparação do terreno e na edificação, na tubulação e toda a parte que não se vê quando tudo está pronto. Isso pode levar os empresários a achar que está demorando muito para o App virar realidade.

Como forma de diminuir esse gap e não gerar desconforto com as expectativas do cliente, os desenvolvedores acionam paralelamente a equipe que vai produzir a interface visível e como ela vai se comportar, ou seja entra em campo o pessoal do UI (Interface com o usuário) e/ou do UX (Experiência do usuário). Esse pessoal vai adiantar o design das telas e como seus elementos irão interagir, antes mesmo do programador fazer toda a mágica.

No backend o desenvolvedor ainda vai enfrentar um grande desafio, que é a forma como os dados irão conversar com o sistema gerencial da empresa. Em alguns casos isso será fácil com a irrestrita colaboração do fornecedor do sistema, em outras situações será difícil conseguir a integração como se espera, e em alguns casos será até mesmo impossível. Nesse último caso, a aplicação backend terá que criar alguns recursos para um operador poder fazer alguns procedimentos manuais, como importações e manutenção de cadastros, tornando ainda mais extensivo o projeto do App.

As aplicações móveis corporativas dependem de infraestrutura na nuvem para funcionar

Por fim, o próprio App deverá considerar em que plataforma vai funcionar, e quais recursos irá oferecer. Tirando a dificuldade com o pré-requisito de se ter um backend, isso pode ser o motivo de fazer o custo do projeto crescer de 1 a 2 zeros a direita no orçamento. Para evitar estimativas erradas e tentar entregar tudo de uma vez causando uma enorme espera, a melhor estratégia será sempre partir para um MVP – um App com o mínimo de funcionalidade, inicialmente numa plataforma só e com um backend básico. Depois disso o MVP deve ser validado junto aos usuários, para só então o projeto poder evoluir, com a adição de novas features. Caso se perceba nesse momento que o resultado não foi o esperado, o desenvolvedor deve conversar com o empresário para ver a necessidade de pivotar da ideia original. Portanto, tudo isso deve estar previsto em contrato no momento do fechamento do negócio . As regras devem ficar claras. Se você for um desenvolvedor pode ser educativo mostrar ao empresário um site que calcula um valor médio de um App de acordo com algumas configurações. Exemplo: https://www.quantocustaumaplicativo.com/