Para muitos segmentos de mercado a pandemia simplesmente parou os negócios. Mas para o pessoal de TI essa época significou novas oportunidades e aumento no volume de serviços.

Nos deparamos com a necessidade urgente de adaptar os trabalhos para um modelo remoto, homeoffice. O TI teve que construir soluções rápidas de VPN com um nível mínimo de segurança e demanda adequadas para comportar os funcionários. Muitas empresas antes da pandemia já dispunham de VPNs, mas o uso era voltado principalmente para o staff, a direção da empresa, aberta somente a alguns acessos restritos.

O Mercado foi marcado pelo aumento no número de consertos de notebooks, de TVs. Aumento na compra desses equipamentos também, com escassez nos mercados pela alta demanda e baixa reposição devido a problemas de logística. Curiosamente as importações diminuíram o tempo previsto de entrega, porque como a aviação sofria com a baixa de passageiros intercontinentais, as companhias direcionaram sua frota para atender a entregas de mercadorias que antes viam por meio marítimo. Bastou um ajuste nos custos.

Os profissionais de TI mais relacionados com código, passaram a ser disputados pelas empresas. Isso porque já vinha de um aumento na procura em relação as startups, e agora com a possibilidade do home office o empregador percebeu que seu horizonte para contratar se ampliou. Ao mesmo tempo que as empresas buscam diminuir seus custos elas também enfrentam concorrência em contratar a mão de obra qualificada. Essa dualidade fez com que a procura fosse longe, e quem obteve vantagem nessa corrida foram as empresas estrangeiras que pagam em dólar ou em euro. Já acostumadas com uma faixa salário paga por hora e com a abertura do Brasil para contratar por PJ, as empresas gringas viram a oportunidade de pagar um valor básico para a sua realidade local, mas muito vantajoso para o prestador de serviço remoto, pois o mesmo passar a ser remunerado com uma faixa de pagamentos onde vai consumir bens e serviços dentro do seu país cuja moeda é desvalorizada em relação ao país do contratante.

As empresas locais, por sua vez, estão num dilema entre exigir habilidades pré-existentes, ou contratar juniores para treiná-los internamente, visto que dessa forma poderá encontrar e formar potenciais talentos a um custo compatível com seus recursos. É um bom momento para jovens investirem em cursos e focarem nas áreas de programação e infraestrutura de TI.

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