O Futuro da TI nas empresas

Foi-se o tempo em que uma empresa precisava terceirizar um serviço de manutenção de hardware para suportar a rede de computadores interna da mesma. Antigamente, era lei: ter uma infraestrutura de TI em casa demandava profissionais de TI qualificados. O mundo do TI era dividido em DEV e INFRA: ou você trabalhava com os equipamentos, ou era programador. Depois surgiram os DBAs que cuidavam do banco de dados, e o pessoal do site. As empresas continuavam precisando cada vez mais expandir seu parque de ativos de rede, e investir tanto em hardware como em software de gestão para seus negócios. Logo, as coisas começavam a ficar complicadas. Gerir licenças de uso, lembrar de backups, implantar customizações, adicionar features para tratar engenharia de processos, substituir os ativos quando falhavam, acionar garantias, e ainda dar suporte no dia-a-dia para os problemas pontuais de usuários. As empresas tinham aquele setor sempre estranho e pequeno, mas pouco acessível para a maioria chamada de CPD.

Estamos passando por uma revolução do TI. Os profissionais foram agraciados com um novo modelo de negócio, que é o IaaS, ou seja, a Infraestrutura como um serviço. Player de mercado passaram a alocar recursos computacionais em nuvem, ficando com a parte do gerenciamento de servidores e licenças. Isso facilitou a vida dos profissionais de TI que precisavam apenas convencer seus patrões que o modelo era seguro, e conseguir um bom link de dados para manter tudo conectado.

Mas ainda tinha o problema das estações de trabalho. As estações de trabalho continuavam nas mesas dos usuários, principalmente por conta dos programas de escritório como Excel e Word. E a mania que as empresas tem de usar clientes de email como o Outlook. Por outro lado, começou a surgir a integração dos sistemas web com os sistemas corporativos. Os dispositivos móveis passaram a fazer parte da vida dos clientes, que pressionavam as corporações a aderirem a onda do App pra tudo. Os desenvolvedores começaram a buscar soluções que integrassem Backend e Frontend, plataformas distintas como Linux e Windows, iOS e Android. Houve um ensaio inicial com Java, depois Python e JavaScript. Aqueles players passaram a fornecer plataformas na nuvem para os desenvolvedores poderem ter um ambiente de desenvolvimento pronto para por a mão na massa, banco de dados tinindo prontos para serem utilizados, com projetos exportáveis para multiplataformas, e surgiu o conceito de PaaS – Plataforma como um serviço.

Finalmente, com o advento das equipes de trabalho remotas, da colaboração em grupo e das técnicas de desenvolvimento ágil, surgiu uma modalidade ainda mais direcionada ao usuário final das corporações, chamada de SaaS ou Software como um serviço. Agora, o Word e o Excel estavam lá na nuvem diretamente disponível para você. Não havia mais necessidade de comprar nenhuma licença. A empresa se encarregava de assinar um pacote de uso sob demanda com o Player do serviço. O Serviço podia ser até mesmo o próprio sistema gerencial da empresa na nuvem, e o funcionário podia acessar até de casa, facilitando a adesão das empresas ao HomeOffice.

Tudo isso vendido sabiamente pelo marketing com dois braços de vantagens ao empresário: 1. Diminuição de Custos, pela questão de não ser mais necessário manter servidores, licenças e equipamentos afins de informática no ambiente da empresa. Também seria desnecessário tantos profissionais de TI, uma vez que o próprio Player podia fornecer a solução na nuvem com gerenciamento. 2. A ideia da filosofia verde, baseada na premissa de que ao se evitar de comprar muitos equipamentos diminui também o consumo de energia, o espaço necessário, a temperatura, o ruído, etc. Ou seja, a natureza agradece.

HomeOffice e TI Verde? Bora trabalhar no jardim…

E onde fica o profissional de TI nesse contexto? Podemos resumir a atuação do TI na consultoria, ainda intermediando de alguma forma o Player da nuvem com a Direção da empresa, na governança estratégica do TI, ou então como desenvolvedor de soluções pontuais para o mercado móvel e de integração. Fora isso resta trabalhar para o próprio datacenter, ou tentar empreender de alguma forma com uma Startup no mercado.

A grande diferença é que diminui a quantidade de vagas de TI para coisas frívolas como operador de backups, por exemplo. E as vagas que surgem requerem a cada dia mais habilidades com diversas plataformas de programação e gestão. O que os empresários ainda não perceberam é que a cada dia fica mais difícil preencher essas vagas com todos os requisitos necessários e que o preço cobrado por hora desses profissionais está a cada dia mais alto. Talvez em breve uma saída seja aprender mandarim para contratar mão-de-obra especializada do outro lado do mundo…

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